A cada dia que passa, mais uma semana se vai.
A dificuldade de aprendizado de certas pessoas é incrível. Dependendo de quem for, por exemplo, se tentarmos ensinar a respirar, é capaz de morrer por asfixia segundos depois.
“FRANGO ASSADO COM A HOSTESS DO GALETO’S É CONSIDERADO ZOOFILIA?”
“O WINDOWS SURGIU PARA CRIAR PROBLEMAS QUE NÃO EXISTIAM ANTES DA INFORMÁTICA SER INVENTADA.”
Muito bonita a campanha da F/Nazca para o SOS Mata Atlântica: Xixi no Banho.
Na aba dessa onda ecológica, vou lançar aqui meu manifesto:
BRONHA NO COCÔ
Bater punheta no chuveiro gasta mais de 50 litros de água por minuto.
Ao cagar, o resultado da bronha vai pela descarga junto com o seu cocô.
Seja ecológico!
Bronha no cocô!
“NÃO COMO VEGETAIS. OS ANIMAIS QUE COMO JÁ OS COMERAM ANTES.”
Essa é de um atendimento que conheci há um tempo atrás. Ele havia acabado de perder uma concorrência para um antigo colega que se tornara seu maior concorrente:
“O BARÃO DE COUBERTIN ERA UM ALCOÓLATRA!”
“SE A PESSOA TEM PROBLEMAS E UM DELES SOU EU, ENTÃO NÃO É PROBLEMA MEU.”
“O verdadeiro otimista é aquele que acredita que amanhã será pior, pois ao menos terá a lembrança de um dia melhor.”
Cebola in Mural do Escambau
Se o Duailibi tem um, eu também posso ter.
Aliás, o cara já escreveu um para crianças.
Assim, vou começar o meu com uma pérola de sabedoria que vivo repetindo aos meus alunos em época de provas e outra para meus amigos casados:
“SUICÍDIO, QUANDO DÁ CERTO, É PARA SEMPRE.”
“PARA HOMENS CASADOS, SEXO SEGURO É SÓ COM PUTA.”
Tem gente que ainda encara como tabu esse assunto. Alguns colegas, quando consultei, me pediram para não falar. Não que eu fosse escutá-los.
Mas que se dane! Alguém precisa falar a verdade sobre isso!
Muito se fala sobre a influência das drogas na criação de campanhas publicitárias. É comum ouvir a fofoca que todo publicitário, ou é maconheiro, ou gay. Alguns frustrados, que não tiveram a coragem de vir para o lado negro da força dizem que somos ambos.
O fato é que isso está me cansando e agora eu vou abrir o bico.
Todo publicitário está envolvido com algum tipo de droga, invariavelmente!
A mais comum é a droga de cliente. Essa droga, que causa dependência imediata, atinge principalmente os donos das agências. Os efeitos são os mais variados: compulsão incontrolável de lamber as bolas do cliente, calafrios pré-reuniões, mau-humor estemporâneo etc. Essa droga faz com que o usuário tenha o hábito de sempre querer mais dinheiro e, ao mesmo tempo, gastar menos com a agência.
Outra, é a droga do chefe. Essa droga causa danos irreparáveis na auto-estima do usuário. Algumas vezes tem efeito alucinógeno, em que o drogado tem visões com aumentos salariais, situações em que é amigo do chefe ou com a morte do mesmo. Mas a visão recorrente é a que o usuário se torna a própria droga do chefe, tomando o lugar dele. É uma droga que bloqueia o bom senso da pessoa e sua capacidade de pensar. É a droga que mais causa abandono de emprego.
Tem também a droga do estagiário. Essa é uma das drogas mais baratas do mercado. Ela não causa dependência, danos irreversíveis ou efeitos colaterais arrasadores. A droga do estagiário é um tipo de entorpecente aplicado em forma de adesivo. Grudou, bateu. Parece uma vozinha chata e incansável que não para de fazer perguntas idiotas, que conseqüentemente, vai gerar uma falta de concentração e irritação leve. Para se livrar temporariamente dela, as receitas mais comuns são caixas de clipes, documentos a serem copiados ou pacotes a serem entregues. Mas a brisa sempre volta…
Vou parar por aqui. Só com o que falei até agora coloquei minha cabeça a prêmio. Se der, conto mais.
Outro dia encontrei um colega de uma das primeiras agências que trabalhei.
Papo vai, papo vem e ele me conta que o casamento dele quase foi por água abaixo por ele ter caído (algumas vezes) na maior tentação pela qual nós Publicitários podemos passar: comer a estagiária gostosinha.
O caso é que a menina era do tipo Patty, sem muita coisa na cabeça (a não ser os resquícios químicos das baladas dos dias anteriores) e acabou aprontando várias com esse meu colega. Inclusive passar trotes para a esposa dele nas horas mais inapropriadas. Um dia ela se excedeu e contou que havia acabado de sair do motel com o marido dela. Bom, o cara, um excelente publicitário, contornou a situação com uma série de malabarismos linguísticos e idéias mirabolantes de teoria da conspiração em que alguém na agência queria puxar seu tapete.
Hoje, ele e a esposa estão bem, com o terceiro filho a caminho. A ex-estagiária deu para o dono da agência que, para não ter problemas com seu casamento, levou a moçoila para uma viagem a Ibiza. Lá, ela conheceu um barman portoriquenho e sumiu de vista.
Na hora de nos despedirmos, não pude deixar de presenteá-lo com uma de minhas pérolas de sabedoria:
“E não se esqueça: para homens casados, sexo seguro só com puta, hein!?”
