A dificuldade de aprendizado de certas pessoas é incrível. Dependendo de quem for, por exemplo, se tentarmos ensinar a respirar, é capaz de morrer por asfixia segundos depois.
“FRANGO ASSADO COM A HOSTESS DO GALETO’S É CONSIDERADO ZOOFILIA?”
“O WINDOWS SURGIU PARA CRIAR PROBLEMAS QUE NÃO EXISTIAM ANTES DA INFORMÁTICA SER INVENTADA.”
Muito bonita a campanha da F/Nazca para o SOS Mata Atlântica: Xixi no Banho.
Na aba dessa onda ecológica, vou lançar aqui meu manifesto:
BRONHA NO COCÔ
Bater punheta no chuveiro gasta mais de 50 litros de água por minuto.
Ao cagar, o resultado da bronha vai pela descarga junto com o seu cocô.
Seja ecológico!
Bronha no cocô!
“NÃO COMO VEGETAIS. OS ANIMAIS QUE COMO JÁ OS COMERAM ANTES.”
Essa é de um atendimento que conheci há um tempo atrás. Ele havia acabado de perder uma concorrência para um antigo colega que se tornara seu maior concorrente:
“O BARÃO DE COUBERTIN ERA UM ALCOÓLATRA!”
“SE A PESSOA TEM PROBLEMAS E UM DELES SOU EU, ENTÃO NÃO É PROBLEMA MEU.”
“O verdadeiro otimista é aquele que acredita que amanhã será pior, pois ao menos terá a lembrança de um dia melhor.”
Cebola in Mural do Escambau
Se o Duailibi tem um, eu também posso ter.
Aliás, o cara já escreveu um para crianças.
Assim, vou começar o meu com uma pérola de sabedoria que vivo repetindo aos meus alunos em época de provas e outra para meus amigos casados:
“SUICÍDIO, QUANDO DÁ CERTO, É PARA SEMPRE.”
“PARA HOMENS CASADOS, SEXO SEGURO É SÓ COM PUTA.”
Tem gente que ainda encara como tabu esse assunto. Alguns colegas, quando consultei, me pediram para não falar. Não que eu fosse escutá-los.
Mas que se dane! Alguém precisa falar a verdade sobre isso!
Muito se fala sobre a influência das drogas na criação de campanhas publicitárias. É comum ouvir a fofoca que todo publicitário, ou é maconheiro, ou gay. Alguns frustrados, que não tiveram a coragem de vir para o lado negro da força dizem que somos ambos.
O fato é que isso está me cansando e agora eu vou abrir o bico.
Todo publicitário está envolvido com algum tipo de droga, invariavelmente!
A mais comum é a droga de cliente. Essa droga, que causa dependência imediata, atinge principalmente os donos das agências. Os efeitos são os mais variados: compulsão incontrolável de lamber as bolas do cliente, calafrios pré-reuniões, mau-humor estemporâneo etc. Essa droga faz com que o usuário tenha o hábito de sempre querer mais dinheiro e, ao mesmo tempo, gastar menos com a agência.
Outra, é a droga do chefe. Essa droga causa danos irreparáveis na auto-estima do usuário. Algumas vezes tem efeito alucinógeno, em que o drogado tem visões com aumentos salariais, situações em que é amigo do chefe ou com a morte do mesmo. Mas a visão recorrente é a que o usuário se torna a própria droga do chefe, tomando o lugar dele. É uma droga que bloqueia o bom senso da pessoa e sua capacidade de pensar. É a droga que mais causa abandono de emprego.
Tem também a droga do estagiário. Essa é uma das drogas mais baratas do mercado. Ela não causa dependência, danos irreversíveis ou efeitos colaterais arrasadores. A droga do estagiário é um tipo de entorpecente aplicado em forma de adesivo. Grudou, bateu. Parece uma vozinha chata e incansável que não para de fazer perguntas idiotas, que conseqüentemente, vai gerar uma falta de concentração e irritação leve. Para se livrar temporariamente dela, as receitas mais comuns são caixas de clipes, documentos a serem copiados ou pacotes a serem entregues. Mas a brisa sempre volta…
Vou parar por aqui. Só com o que falei até agora coloquei minha cabeça a prêmio. Se der, conto mais.
Outro dia encontrei um colega de uma das primeiras agências que trabalhei.
Papo vai, papo vem e ele me conta que o casamento dele quase foi por água abaixo por ele ter caído (algumas vezes) na maior tentação pela qual nós Publicitários podemos passar: comer a estagiária gostosinha.
O caso é que a menina era do tipo Patty, sem muita coisa na cabeça (a não ser os resquícios químicos das baladas dos dias anteriores) e acabou aprontando várias com esse meu colega. Inclusive passar trotes para a esposa dele nas horas mais inapropriadas. Um dia ela se excedeu e contou que havia acabado de sair do motel com o marido dela. Bom, o cara, um excelente publicitário, contornou a situação com uma série de malabarismos linguísticos e idéias mirabolantes de teoria da conspiração em que alguém na agência queria puxar seu tapete.
Hoje, ele e a esposa estão bem, com o terceiro filho a caminho. A ex-estagiária deu para o dono da agência que, para não ter problemas com seu casamento, levou a moçoila para uma viagem a Ibiza. Lá, ela conheceu um barman portoriquenho e sumiu de vista.
Na hora de nos despedirmos, não pude deixar de presenteá-lo com uma de minhas pérolas de sabedoria:
“E não se esqueça: para homens casados, sexo seguro só com puta, hein!?”
Um aluno politicamente correto me perguntou certa vez sobre o que eu estava fazendo referente à eminente escassez de água no planeta.
Ao dizer que não fazia nada, ele, em tom de revolta, me pergunta se eu não estava nem um pouco preocupado.
Calmamente disse que não.
Se faltar água, bebo Coca-Cola.
É isso aí!
